A vacinação e uma rápida resposta de saúde pública limitam ditos brotamentos, afirmam os expertos
O maior brote de sarampelo nos EUA em 15 anos, que ate do agora afetou a 214 crianças, provavelmente é impulsado pelos viajante que voltam do estrangeiro e por um excesso crianças sem vacinar no país, segundo uma recente investigação.
O achado poderia salientar os perigos da tendência entre os pais dos EUA de prescindir da vacina contra o sarampelo, a parotidite e a rubéola (SPR) para as suas crianças, devido ao que muitos expertos afirmam são temores falsos sobre a sua seguridade.
O Dr. Andrew Pavlo, professor de pediatria da Universidade de Utah e porta-voz da Sociedade Americana de Enfermidades Infecciosas (Infectious Diseases Society of America, IDSA), disse que "a boa nova é que observamos incidências de sarampelo que se estão a conter em pequenos brotamentos".
Pavlo dá o crédito da contenção a uns altos níveis de vacinação e à rápida resposta de saúde pública. Porem, se sucedera um brotamento em uma "povoação realmente susceptível, o resultado poderia ser muito distinto", advertiu.
"Que sucederia em um área no que hajam muitas pessoas que rejeitam as vacinas? Então, poderia se ver um brotamento muito maior", apontou.
Vários estudos relacionados com o sarampelo foram apresentados na reunião anual da IDSA, que leva-se a cabo atualmente em Boston.
No primeiro informe, investigadores dos Centros para o Controlo e a Prevenção de Enfermidades (CDC) de EUA deram seguimento aos brotamentos contínuos do país em 2011.
A maioria das que enfermaram não estavam vacinadas contra a enfermidade, sinalaram os investigadores dos CDC.
Antes de que a vacina estivera disponível nos 1960, entre três e quatro milhões de pessoas contraiam sarampelo cada ano. De estas, 48.000 eram hospitalizadas, 1.000 ficavam deficientes físicos e uns 500 morriam, segundo os CDC.
Por desgraça, "experimentamos um aumento na incidência de sarampelo este ano", apontou Huong McLean, investigador chefe e epidemiólogo dos CDC. "Em geral, vemos 60 ou 70 casos por ano, mas este ano temos 214 ate o 14 de Outubro".
Entre as pessoas infetadas, 86 por cento não foram vacinadas ou desconhecia-se o se estado de vacinação. O 13 por cento tinham menos dum ano, demasiado pequenas para a vacina.
Em todos os EUA, 68 dos pacientes foram hospitalizados, 12 com pneumonia.
A maioria destes casos ocorreram entre pessoas que viajaram ao estrangeiro a Europa ocidental, África ou Ásia, onde as taxas de vacinação são mais baixas, e a enfermidade é um problema continuo, anotaram os investigadores.
McLean disse que a cobertura de vacinas dos EUA segue a ser relativamente alta, arredor do 90 por cento. "Porem, o sarampelo é muito contagioso e pode-se propagar rapidamente nas comunidades nas que as pessoas não estão vacinadas", advertiu.
"A vacina é muito segura e eficaz para prever a enfermidade", disse McLean. A vacina SPR, que protege do sarampelo, a parotidite e a rubéola, está desenhada para serem administrada aos bebés de 12 a 15 meses de idade, com uma segunda dose quando a criança tem entre quatro e seis anos, segundo o CDC.
O Departamento de Saúde de Minnesota publicou cifras sobre um brotamento estatal, que começou em Março com um menino sem vacinar de dois anos e meio de idade, que viajara à Kênia. O menino assistia a um infantário informal em Minnesota. Em total, 21 pessoas infetaram-se e 14 foram hospitalizadas.
"Os provedores de atenção de saúde, junto com os líderes sanitários e comunitários, devem abordar o crescente receio às vacinas para asegurarem umas taxas de imunização em todas comunidades", apontou num comunicado de imprensa do IDSA Pam Gahr, epidemióloga principal do departamento de saúde.
O sarampelo não só é altamente contagioso, se não que conter a sua propagação resulta custoso, segundo uma terceira apresentação na reunião.
A Dra. Karyn Leniek, segunda epidemióloga estatal do Departamento de Saúde de Utah, disse que um brotamento ocorreu quando um estudante de secundária sem vacinar, que viajou a Europa, voltou com sarampelo.
Ainda que apenas nove pessoas infetaram-se, o custe de conter o brotamento foi arredor de 300.000 dólares. Os custes incluíram o controlo da infecção em dois hospitais da área e a intervenção dos departamentos locais e estatais de saúde. Os custes também incluirão o tempo de médicos e o pessoal, as vacinas, a imunoglobulina e as provas de sangue, segundo o estudo.
Conter o brotamento significou contatar a 12.000 pessoas sobre uma possível exposição e colocar a 184 pessoas em quarentena, entre elas 51 estudantes. Dos adolescentes não vacinados, que incluíam ao que viajou a Europa, seis não estavam vacinados devido a isenções pessoais.
"As isenções pessoais incluem qualquer isenção filosófica ou de outro tipo não médico", anotaram os investigadores.
"Sempre é preocupante que um grande número de pessoas sem vacinar estejam perto", apontou Leniek no comunicado do IDSA. "A nossa meta é que todas as pessoas que seja possível vacinem-se para proteger aos que não podem receber vacinas e não estão imunizados de todo".
Outra apresentação da quinta centrou-se num grande brotamento de sarampelo no Quebeque, Canada, o maior desde 1989, com 757 casos ate o 5 de Outubro.
Esse brotamento iniciou-se com 18 pessoas que viajaram ao estrangeiro, a maioria a Europa. Entre os infetados, 505 não foram vacinados o desconhecia-se o seu status de vacinação, e 70 só receberam uma dose da vacina, segundo o informe.
"Este brotamento vê-se fomentado em grande medida por pessoas não vacinadas o sem vacina suficiente, mas preocupa-nos que um número significativo recebera as duas doses recomendadas da vacina SPR", assinalou nos comunicados Philippe Belanger, epidemiólogo do Ministério de Saúde e Serviços de Saúde e Serviços Sociais do Quebeque, Montreal.
Para evitar o ataque do sarampelo, Pavlo disse que as autoridades de saúde pública devem estar atentas à enfermidade e se deve manter um nível alto de vacinação.
"O temor contínuo sobre a vacina contra o sarampelo e os mitos sobre esta vacina e o autismo não desapareceram, o que nos põe em risco contínuo", afirmou Pavlo. Segundo a maioria de expertos, um desses mitos é que a vacina poderia provocar autismo nas crianças. Esa ideia se propagou após um investigador britânico, o Dr. Andrew Wakefield, ter publicado um estudo em 1998 na revista The Lancet afirmando a existência duma relação. Porém, mais adiante se descobriu que a investigação foi fraudulenta, e a revista retirou o artigo.
Pavlo enfatizou que quando os pais decidem não vacinar ao seu filho, a sua acção poderia também afectar a outras crianças.
"Pode que o seu filho colha o sarampelo e não lhe passe nada. Mas se você é o que leva o sarampelo à comunidade e o seu filho infeta a outros na sala de aula que não se podem vacinar porque o seu sistema imunitário esta afetado, talvez seja o responsável da morte doutra criança o bebé que não poda vacinar-se", lamentou.
Artigo por HealthDay, traducido por ifrit
FONTES: Huong McLean, Ph.D., epidemiólogo, U.S. Centers for
Disease Control and Prevention; Andrew Pavlo M.D., professor de pediatria, University of Utah, Salt Lake City, porta-voz, Infectious
Diseases Society of America; Oct. 20, 2011, apresentação,49th Annual
Meeting of the Infectious Diseases Society of America, Boston
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